Wednesday, February 28, 2007

O nada

O que você faz me interessa
Mas ninguém precisa saber disso
Muito menos você!
Espero a hora certa sem pressa...

Hora essa que nunca irá chegar
As pessoas são diferentes
Nem sempre o que um pensa o outro sente.
Não existe momento de começar.

Existe sim, o começo.
Existe também o fim
Existe o que eu me esqueço
Só não há o que nunca aconteceu.

Isso, não faz parte da história
Nunca vira peça de museu
Apenas não é.

Aquilo que não me fez sorrir
E também não vai me fazer chorar
Foi privado de existir
Não é, e nunca será.

Vinícius Rabello (28/02/07)

Feito em poucos minutos!!! Se acharem ruim, dêem um desconto porque não tinha a menor idéia inicial...

È isso!
Grande abraço à todos
Vinícius.

(04/03) Mudei um pouco pq achei que assim ficou melhor. Mas é quase nada, o texto ainda é o mesmo!
Fiz um poema novo só que tá em outro computador... Um dia eu posto!
Abraço

Monday, February 26, 2007

Não fale com estranhos

Olá!
Nós não nos conhecemos
Mas sei o que quero de você.
Disfarço perguntando o que fazes da vida
O que te traz prazer

Sei que estou um pouco bêbado
Nessa noite de sábado.
Encontro nisso pretexto ideal
Pra me lançar na realidade
Desse jogo surreal.

Você pode falar o que quiser
Vou até me esforçar pra lhe ouvir
Mas será que o que me disser
Em algo vão me servir?

Vou parar com essa filosofia barata
Acho que me alonguei demais
Na verdade pouco me importa quem és
Ou pra onde vais.

Hoje eu quero me divertir
E nada mais.

Vinícius Rabello (20/01/07)

Fiz esse poema no carnaval. Tinha feito até uns comentários pra postar aqui mas achei melhor poupa-los...
Enfim, é isso! Em breve posto uns mais bonitinhos. hehehhehe

Grande abraço à todos!
Vinícius

Friday, February 23, 2007

Reflitamos

É tão fácil falar em justiça
De frente pro mar
E de costas pro que ser quer esquecer
Chamando os fudidos de bandidos
E esquecendo a quem a culpa deve caber

Vamos todos pagar a conta
Do oitavo país mais desigual
Como solução virão novas leis
Quem sabe até a redução da maioridade penal?

Defendamos então a pena de morte!
Como se ela já não existisse...
Posso até estar errado,
Mas isso nada vai resolver.
Uma ameaça só existe
Pra quem tem algo a perder.

E muitos só podem perder a própria vida
O que não vai demorar muito tempo.
No fim, no coração não corre sangue
Nem na mente há lugar pra sofrimento

Qual é a solução, matar o marginal?
Isso em nada irá resolver...
Foi então que li uma manchete no jornal:

“Um menor infrator custa o mesmo que 28 alunos”
Vinte e oito alunos!

O dinheiro é o mesmo
O que deve ser feito?
Com educação salvar assassinos e assassinados
Ou punir um mal que não será desfeito?
Reflitamos.


Vinícius Rabello (23/02/07)

Voltando a atividade! Na verdade tava sem vontade de escrever poesia, mas escrevi o roteiro de um curta metragem de ação. To vendo aqui, e talvez ele até saia do papel!
Enfim, escrevi um "poema social", já tinha muito tempo que não fazia isso... Não sei se tá bom ou ruim, não consigo entende-lo ao certo...
Enfim, é isso.

Grande abraço a todos.
Vinícius

Monday, February 05, 2007

Reticências

As frases escritas nesse quadro a água lava
Molha os desenhos que eu fiz
Na figura de palavras

Já não tem mais sentido
Como havia antes
O que existiu foi perdido
Há poucos instantes

Não tenho mais o que dizer
Ao menos que eu me repita
Não pretendo escrever
Palavras que já foram ditas

Não espere muito, tenha prudência!
E por não ter o que falar
Três pontos, reticências.

Vinícius Rabello (06/02/07)

Fiz esse bem à força, não tinha nenhuma inspiração inicial fui tentando escrever olhando no dicionário e tal...
E ai o que acharam?
Comentem se possivel...

Grande abraço
Vinícius